
Atualmente, muitos nos depreciam como profissionais mal-sucedidos. O Brasil tem um maior índice de violência contra professores, segundo pesquisa da OCDE, sendo que 12,5% dos educadores brasileiros são vítimas de agressões verbais e físicas pelo menos uma vez por semana. À Apeoesp concluiu que 44% dos professores que atuam na rede estadual já sofreram agressões. O ECA prevê a aplicação de medidas de proteção a atos praticados por crianças e de medida sócio-educativa a adolescentes, podendo variar de advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semiliberdade e internação em estabelecimento educacional.
Os professores violentados podem buscar junto ao Poder Judiciário a reparação financeira pelos danos sofridos, devendo os pais pagarem nos termos do artigo 932 do Código Civil pelos atos de seus filhos. Tal atitude é pedagógica e justa, pois, os genitores são os primeiros responsáveis pela má educação de sua prole. Além de advogado, sou professor universitário e, nestes anos de magistério, mesmo já tendo presenciado um colega com o nariz quebrado por um soco de um acadêmico de direito revoltado com sua reprovação, continuo amando lecionar e concordando com o imperador Pedro 1I, pois, “não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens e [mulheres] do futuro”.